sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fim de semana e várias conclusões


Prestando contas comigo mesmo

A semana está chegando ao fim, o tempo passou voando, mas mesmo com essa impressão esses dias foram de muitos aprendizados e descobertas. Descobri que sou forte, mas que essa fortaleza toda pode despencar a qualquer momento. Descobri que tenho amigos verdadeiros, mas que mesmo assim as vezes me sinto sozinha. Descobri que tem pessoas que gostam silenciosamente de mim, e nesse silêncio fazem um bem terrível com gestos e ações bem simples. Descobri que pessoas guardam mágoas, e que essas mágoas parecem não passar com tanta facilidade. Descobri que podemos mudar de atitude, que isso dói, mas que quando estamos com vontade é possível. Nessa semana redescobri o quanto é dolorido ir a academia, dói abandonar a cama as 6 horas da manhã e mais ainda colocar o corpo para trabalhar. Mas lá encontrei pessoas dispostas a me ajudar. O ganho dessa semana foi saber que quando somos bons, recebemos a bondade em troca.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O gosto pelo proibido

A foto foi uma aventura, mas valeu.

O Palácio é lindo, mas ou trem grande.

O doce sabor do não.

Desde pequenos a gente tem uma atração pela frase "Não pode". Eita, mas é só ela sair da boca de alguém e ficarmos tentando por cometer tal infração, que pode ser grave, leve, mais ou menos ou passar despercebida. Mas o gosto e o prazer de quem faz, ah esse é imenso. Lembrei disso olhando uma foto no meu arquivo. Ela não foi tirada por mim, foi por um companheira de viagem. Estávamos as duas conhecendo o Palácio de Versalhes (Château de Versalhes) - na França, para todos os lados tinham símbolos, cartazes onde era claro o pedido: Nada de fotos. Pois bem, ali dentro é uma variedade imensa de obras de arte, esculturas, quadros, objetos, tanta coisa bonita, mas uma escultura nos chamou atenção. Ela estava logo na entrada que escolhemos, de um branco tão intenso, de formas tão definidas, que até parecia pessoas pintadas de branco.que imagem linda!!! Pois bem, lá nós duas admiradas com tudo na nossa frente e nada de poder tirar fotos... ah, mas eu num resisti, peguei a máquina emprestada e apertei o botão...rsss...um clarão surgiu, alguns olhares furiosos e ... nada aconteceu, ninguém viu de onde veio o flash inesperado...Eu com um olhar bem sério, ria por dentro por ter cometido tal burrice, mas não me dei por vencida, desativamos o flash e ai sim, tiramos a foto. Ei ai o registro, tiramos outros, bem na discrição, mas a emoção vivida naqueles pequenos minutos foram indescritíveis, assim como a beleza da escultura.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Uma nova etapa

Em março desse ano, no meu último post eu falava sobre não estarmos acostumados as perdas. Não foi preciso muito tempo para eu comprovar mais ainda esse sentimento. Há exatas duas semana eu me despedi fisicamente da pessoa mais importante da minha vida: Meu Pai. Ele foi o meu esteio, meu alicerce. Com ele aprendi as coisas simples da vida, lições importantes que me fizeram a pessoa que sou hoje. Muitos dizem que eu sou muito parecida com ele, não só aparência,  mas ações e atitudes também. Talvez por isso, pela sintonia que a gente sempre teve, eu continuo com a sensação que ele está ao alcance da minha mãe, basta pegar o telefone e ligar...
Nesse processo todo o que ajudou muito foi o apoio dos amigos, manifestações de diferentes tipos, de pessoas próximas, de pessoas distantes. Nossa como isso foi importante....

segunda-feira, 21 de março de 2011

Reflexão sobre a vida...

Aprendemos desde a cedo que na vida existem perdas. Perdemos os dentes de leite, os animais de estimação, os coleguinhas que mudam de escolas, as professoras que não nos acompanham durante toda a jornada escolar e por ai vai... deveríamos ser mais forte, mais resistentes, até porque a perda é natural na nossa vida. Mas por mais que repitamos e vivamos tudo isso, nunca estamos preparados quer seja a situação mais simples, quer a mais dura e dolorosa...
Descobri que com o passar dos anos, em vez de ganharmos resistências, ficamos mais sensíveis, mais temerosos, as lágrimas são mais freqüentes, a tristeza também  ...
Coisas bobas nos desmontam, coisas fortes nos desestruturam, mas também nos mostram o quanto estamos longes de ser fortes...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Hora de escrever

Estamos na reta final do processo eleitoral de 2010, e a cada dia vemos absurdos de todos os lados. São promessas malucas, candidatos sem noção, enfim um circo total. Escolhi ficar só assistindo e tenho feito isso nos últimos anos, fruto de uma decisção particular. Ser jornalista é ser ético, e pela ética não temos preferências, deveríamos ter imparcialidade, saber que mesmo que trabalhemos para o fulano ou sicrano, não deveríamos ter paixões e sim fazer o nosso trabalho. Infelizmente por aqui ainda não é assim, e é comum os amigos de ontem se tornarem inimigos do amanhã. Prefiro não arriscar. As minhas convicções a mim pertecem. meus candidatos? só a urna conhecerá. Medo? receio? não somente a certeza de que a profissão que escolhi me pede um certo dicernimento e ainda estar de um único lado o da notícia feita da maneira correta, sem proteções, sem predileções. Viva a Democracia e os devaneios também...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Inquietação !!

Nos últimos dias os temas tem sido recorrentes. Eleições 2010, caso Bruno, caso Mércia, caso Rafael. As informações correm sempre para um mesmo lado, e nós pobres telespectadores ficamos com a sensação de filme repetido.
As interpretações do delegado do caso Eliza Samúdio me irritam, mesmo se houvesse um possível inocente na história, ele incriminaria, tal seus trejeitos e descrições sobre o caso, e para piorar ainda sai com a frase "a brutalidade da morta dessa moça nos chocou", será que ele é novato na polícia? porque por lá desgraça pouca é bobagem e casos escabrosos chegam a todo momento.
O sofrimento do irmão da advogada Mércia. Em busca de desvendar o crime ele mesmo começou a investigar, correr em busca de pistas, tudo aponta para Mizael, mas ele continua solto e desafiando a inteligência da população, ele é ou não culpado?
E o filho da Cissa Guimarães, o que tinha de andar de Skate numa hora daquelas num túnel? Me fiz muito essa pergunta, claro até o julguei pelo erro dele também, mas ao ouvir alguns relatos esqueci desse detalhe. A nota da PM do Rio dizendo que os policiais não viram nada de suspeito no carro (acho que eles tem problema de visão e no carater também) me mostrava um outro caminho, o do suborno. Pelo menos o país não passou totalmente a mão na cabeça do filho, denunciou o erro mesmo fazendo parte dele. Por fim vendo uma reportagem em um outro canal de tv, me deparei com a situação: Os skatistas reclamando por não terem lugar para praticar o esporte, e com isso se arriscam nas madrugadas, no sonho de ruas vazias e na sorte de não cruzar com motoristas embriagados ou em alta velocidade.
Este é o Brasil, que nos causa inquietação com tantas notícias chocantes e poucas resoluções eficientes. Mas vale lembrar que este é um ano de decisões, e que elas podem ajudar a definir desfechos melhores para esses casos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Comunicar...???

Trabalhar com comunicação parece fácil para quem está do outro lado. Para aqueles que trabalham na TV, os admiradores são muitos, acham que é fácil, é só ir lá no estúdio, se posicionar e pronto, tudo feito. Mas na prática e nas entrelinhas não é bem assim. Há de se pensar que a pessoa sentada ali na cadeira e que chega à sua casa através da TV requer muito mais que apenas sentar e ler o roteiro. Dali surgem admirações, simpatias e antipatias também, por isso é preciso se concentrar no que faz. Nos últimos dias me percebi mais intolerante a esses profissionais, e olha que já estive do lado de lá. Mas tal sentimento tem uma explicação, as entrevistas estão cada vez mais vazias, não existe uma profundidade, e quando finalmente o entrevistado vai dar a valiosa informação, o entrevistador acaba tudo, como se tivesse cumprido o seu papel, com isso nós espectadores ficamos a ver navios, esperando quem sabe uma próxima oportunidade.

Mas e ai? esse é o papel dos comunicadores? deixar dúvidas em vez de informar? Meu Deus será que eu também fiz isso nos meu tempos de TV? Bom, agora é se concentrar, quem sabe se um dia para lá eu voltar, não cometer tais falhas, afinal comunicar exige clareza, e sem isso acho que está mais para desinformação que informação.